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Schalke 04

2013/07/30 13:01
Texto por João Pedro Silveira
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Some might raise an eyebrow at people looking back on the Nazi-era as a golden age, but for fans of FC Schalke 04 that is precisely what those years were. From 1934 till 1942 their club dominated German football, laying the foundation for the clubs lasting popularity. But although Schalke 04 retains a sizeable and fiercely loyal following, the fans have been given scant reward for their loyalty, with the club winning only one championship since it's heyday in the pre-war era. 
 
Originally called Westfalia Schalke, the club was founded in 1904 by a group of young football enthusiasts from the Schalkedistrict of the city of Gelsenkirchen, located in the Ruhr-area, the industrial heartland of Germany. The name FC Schalke 04 and the blue and white colours that would give the club its nickname of Die Königsblauen (the Royal Blues)[2] were adopted in 1924, capping of an early history that featured quite a bit of organisational turbulence.
A maioria das pessoas franzirá o sobrolho se ouvir alguém referir-se à época Nazi como uma era dourada, mas por mais estranho que pareça ao resto do mundo, essa é a realidade para os adeptos do FC Schalke 04, pois foi precisamente durante esse período conturbado da história alemã - e mundial - que o Schalke 04 dominou o futebol alemão. Aliás não dominou, monopolizou, pois entre 1933 e 1942, os azuis chegaram por nove vezes à final do campeonato alemão, vencendo seis e perdendo somente três, vivendo um período de domínio tal e sem paralelo na história do futebol germânico, que numa das finais que disputou bateu o adversário por 9x0...
 
Graças a essa «era dourada», o Schalke 04 mantém uma falange de apoio considerável, uma das maiores do país, não obstante o clube só ter ganho apenas mais um campeonato depois de terminada a II Guerra Mundial.
 
As origens...
 
Originalmente conhecido como Westfalia Schalke, o clube nasceu em 1904, fundado por um grupo de estudantes, grandes entusiastas pelo futebol, um desporto que ganhava o seu espaço na Alemanha, conquistando rapidamente o coração de miúdos e graúdos, como estes rapazes que viviam em Gelsenkirchen, uma cidade localizada no Ruhr, o coração industrial da Alemanha.
 
O nome escolhido homenageava a região (Vestefália) e o bairro (Schalke) de Gelsenkirchen onde o clube nascera. O amarelo e o vermelho foram as cores escolhidas e o futebol eleito como a modalidade de eleição.
 
Fundado por estudantes, a equipa dos «mineiros» rapidamente se tornou num símbolo da cidade e região.
Contudo, e apesar das diversas tentativas para ser admitido em campeonatos oficiais, o Schalke continuou sem ser admitido pelas entidades oficiais que regiam a modalidade na Alemanha, acabando por se fundir em 1912 com o Schalker Turnverein 1877, um clube de ginastas, de modo a conseguir a permissão para competir oficialmente.
 
Todavia, essa ligação não duraria muito tempo, terminando em 1915, após desentendimentos entre os ginastas e os futebolistas. Durante os primeiros vinte anos de história, a desorganização e turbulência imperaram, quase que levando ao fim da novel agremiação.
 
A primeira conquista chegaria em 1923, com a Schalke Kreisliga, uma pequena competição local. Foi também por esse tempo que os jogadores ganharam a alcunha Die Knappen [mineiros], porque a maioria dos jogadores e adeptos provinham das minas de carvão de Gelsenkirchen.
 
Em 1924, futebolistas e ginastas - que tinham voltado a unir-se - separaram-se definitivamente, nascendo o Fußballclub Gelsenkirchen-Schalke 04, com o azul e o branco como cores. O Schalke tornava-se tal e qual o clube que hoje conhecemos.
 
O renascimento
 
Graças às cores, os jogadores passam a ser conhecidos como os Die Königsblauen [os azuis reais]. O clube começou então a crescer urante a segunda metade da década 20, paralelamente ao país, que sob o signo da República de Weimar, recuperava da derrota na grande guerra de 14/18. Contudo, a crise económica, espoletada após o crash da Bolsa Nova Iorque, mergulhou o mundo e particularmente a Alemanha numa profunda crise.
 
Com a desvalorização do marco, os milhões de desempregados, a Alemanha tornou-se uma bomba-relógio que viu crescer exponencialmente os movimentos radicais, entre eles o Partido Nazi liderado por um ex-cabo que lutara nas trincheiras da I Guerra Mundial, Adolf Hitler. 
 
Entre os anos 30 e 40, as equipas do Schalke dominaram o futebol alemão, conquistando seis títulos.
Em 1933, os nazis tomaram o poder, e entre as diversas mudanças levadas a cabo na sociedade alemã, o desporto, e o futebol não deixaram de ser visados, pela reestruturação desportiva do III Reich.
 
O futebol foi reorganizado em dezasseis Gaue (ligas regionais) na nova Gauliga, que seria disputada anualmente até ao fim do III Reich em 1945. Seria precisamente nesta nova ordem que o Schalke se tornava a melhor equipa da sua região, conquistando regularmente a sua Gauliga e ganhando lugar na fase final que reunia os diversos campeões e era disputada num sistema de eliminatórias.
 
O domínio na Gauliga seria de tal dimensão, que em onze anos, não perderam um único jogo em casa, cedendo apenas seis derrotas na condição de visitante. 
 
A era dourada
 
Em 1928 o clube inaugurava o Glückauf-Kampfbahn, o novo estádio que seria palco dos grandes sucessos dos anos trinta. Um ano depois o Schalke conquistava o Campeonato da Alemanha Ocidental, uma prova que englobava representantes de diversas regiões da parte ocidental do país.
 
A era dourada dos Königsblauen começou em 1933/34, com a conquista do primeiro título nacional. Já um ano antes, os «mineiros» tinham chegado ao grande jogo, mas haviam soçobrado frente ao Fortuna Düsseldorf (3x0).
 
«Nós vivemos-te»: o lema dos adeptos d Schalke.
Na segunda oportunidade não falharam e bateram o Nuremberga por 2x1, sagrando-se campeões. Título que seria renovado em 1935 e 1937. Entre 1933 e 1942, o Schalke só falhou a final de 1936, batendo todos os recordes em 1939, com a histórica vitória por 9x0 sobre o Admira de Viena. 
 
Dois ano depois (1941), sofreria a mais histórica derrota do seu palmarés, perdendo a final com o Rapid de Viena por 3x4, depois de estar a vencer o jogo por 3x0 aos 62 minutos...
 
Na edição seguinte, nova final, a nona em dez edições e nova vitória, 2x0 sobre o First de Vienna, fechando um ciclo que mais nenhum clube alemão conseguiria igualar ou bater, com a excepção do Dynamo de Berlim durante os anos 80 no campeonato da extinta RDA.
 
Pós-Guerra: declínio e escândalo
 
Terminado o conflito, o Schalke foi perdendo a sua influência e a capacidade que tinha durante aquele mágico decénio. Só em 1958, o Schalke voltaria a conquistar novo Campeonato Nacional, batendo o Hamburgo na final. 
 
Começou então um longo jejum, que se foi agravando com o passar dos anos. Porém, em 1963, os bons resultados na liga regional, valeram-lhe a inclusão na primeira edição da Bundesliga, de onde esteve quase a cair em 1965, sendo salvo por um providencial alargamento para 18 clubes.
 
No fim dos anos 60, com um conjunto de jogadores de valor que chegaram à seleção nacional, o Schalke começou a aproximar-se do topo.
 
1996/97: o Schalke bate o Inter de Milão e conquista a Taça UEFA.
Mas quando tudo parecia correr bem, o destino trocou as voltas ao clube, quando diversos jogadores foram acusados de estarem envolvidos num caso de suborno e manipulação de resultados na época 1970/71. A investigação deu como provado que a 17 de maio, em jogo da 28ª jornada, o Schalke perdeu deliberadamente por 0x1 com o Arminia Bielefeld. Como consequência, vários jogadores foram excluídos para sempre, incluindo Klaus Fischer, Stan Libuda e Klaus Fichtel, três internacionais, que se contam entre os jogadores que vestiram mais vezes a camisola do clube.
 
Os castigos seriam reduzidos pouco tempo depois, mas o Schalke fora profundamente abalado e apesar do segundo lugar em 1972 e da conquista da Taça, da inauguração do Parkstadion - um dos estádios do mundial de 1974 -, o emblema de Gelsenkirchen voltou a entrar num acentuado declínio que conduziu ao 17º lugar na época de 1980/81 e a consequente despromoção.
 
O regresso e os troféus
 
Em 1983/84 conquistou o direito de estar entre os grandes, mas voltaria a cair no "abismo" em 1988. O regresso ao topo seria em 1991/92. 
 
Cinco anos depois, os «mineiros» conquistam o troféu mais importante da sua história mais recente, batendo o Inter de Milão na final da Taça UEFA, conquistando assim pela primeira vez uma competição europeia.
 
Apoiado pelos seus adeptos, o Schalke pacientemente tenta pôr fim ao jejum de títulos de campeão nacional, que dura desde 1958.
O treinador holandês Huub Stevens foi o líder e mentor da grande conquista. O Schalke apresentava um futebol muito rigoroso, com uma defesa coriácea, assente no seu lema: Die Null muß stehen. [pt: o zero tem de manter-se]. De tal maneira a frase fez escola, que entrou para a linguagem comum e ainda hoje em dia é utilizada diariamente no dia-a-dia, por milhões de alemães.
 
Século XXI: os quase títulos
 
Com o novo milénio, o Schalke afirmou-se como uma das principais equipas da Bundesliga. Em 2001, o clube chegou à última jornada com possibilidades reais de sagrar-se campeão. Um golo do Hamburgo no jogo com o Bayern, dava o título aos «mineiros» e a festa estourou no Parkstadion, com os adeptos a imaginarem que era o ponto final no jejum que durava desde 1958. Mas o outro jogo ainda não tinha acabado e o Bayern acabou por empatar nos poucos minutos que restavam, através dum livre indireto apontado por Stefan Effenberg, deixando os adeptos do Schalke desfeitos em lágrimas...
 
Quatro épocas passadas, o Schalke 04 voltou a conquistar o segundo lugar, novamente superado pelos bávaros. Em 2006/07, o título escaparia para o Estugarda, que terminou com dois pontos de avanço e os mineiros teriam que se contentar com novo vice-campeonato, destino idêntico ao da época de 2009/10, quando o rival da Baviera voltou a levar a melhor.
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Estádio
Veltins-Arena
Veltins-Arena
Alemanha
Gelsenkirchen
Lotação61673
Medidas105x68
Inauguração2001
TEXTO DISPONÍVEL EM...
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